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Uma oração pode ser mais eficaz do que a outra?

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Um dias desses, enquanto caminhava pela rua, eu perguntei a Deus sobre o poder da oração: “Senhor, se todos Seus filhos professam a mesma fé, eles também oram com a mesma eficácia? A falta de santidade pode prejudicar as suas orações”? Depois de um tempo Deus me fez entender que o pecado tem sim, o poder de criar obstáculos em nossa comunicação com Ele. E a Bíblia fala muitas vezes sobre isso. Veja alguns versículos:

“Se eu acalentasse o pecado no coração, o Senhor não me ouviria” (Salmos 66:18); “As suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá” (Isaías 59:2); “Sabemos que Deus não ouve a pecadores, mas ouve ao homem que o teme e pratica a sua vontade” (João 9:31); “Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres” (Tiago 4:3).

E da mesma forma que o pecado pode criar uma barreira entre nós e Deus, o contrário também acontece: “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz (Tiago 5:16).

A Bíblia diz que “Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e o céu enviou chuva, e a terra produziu os seus frutos” (Tiago 5:17,18). Mas o que tornou a sua oração tão eficaz a ponto de Deus fechar o céu e depois abrí-lo? É que o seu clamor estava baseado nas Escrituras, pois o Senhor já havia ameaçado enviar maldições contra Seu povo por causa da desobediência, inclusive a seca: “Na sua terra o Senhor transformará a chuva em cinza e pó, que descerão do céu até que vocês sejam destruídos” (Deuteronômio 28:24).

Se Elias é um exemplo de oração para nós, imagine só Jesus, que orou como nenhum outro. As orações de Cristo eram eficazes por muitas razões. É que Ele orava com fé, com muita frequência e entendia claramente a vontade de Deus.

Em João 17, Jesus pediu que o Pai cumprisse Suas promessas feitas a Ele: “Jesus olhou para o céu e orou: ‘Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique. Pois lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer. E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse'” (João 17:1-5).

Ao fazer esta oração, Jesus não estava sendo soberbo, mas apenas “lembrando” seu Pai de Suas promessas a Ele e seu povo. Nós também devemos fazer o mesmo. A Bíblia está repleta de promessas para nós, e se a nossa intenção for glorificar a Deus e fazer com que o Seu Reino cresça, Deus tem prazer em atender as nossas orações.

Em outro ponto da Bíblia, lemos que as orações de Jesus eram ouvidas porque Ele se submetia à vontade do Pai, mesmo quando sabia que isso O levaria à cruz. “Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão (Hebreus 5:7).

Siga o exemplo de Jesus

Nós nunca conseguiremos ser como Jesus foi enquanto esteve na Terra, mas podemos (e devemos) nos espelhar em Sua postura quando orarmos. Guarde essas palavras de 1 João 3:22: “E recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada” (1 João 3:22). Este versículo deixa claro que o “receber de Deus” está relacionado com o “obedecer a Deus”. Em outras palavras, escolha fazer as orações daqueles que cumprem a vontade de Deus, e não daqueles que afirmam pertencer a Deus, mas não O obedecem. Jesus disse: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21).

É por isso que a oração que agrada a Deus está relacionada com a nossa santidade e com a boa intenção do nosso coração. Ela só pode ser feita pelos justos, que tem a vida alinhada com os propósitos de Deus.

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