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Terrorista diz que atacar boate na Turquia não era o plano original: “Eu queria matar cristãos”

Um pistoleiro islâmico, que confessou o assanitato de 39 pessoas em boate de Istambul no dia do ano novo , disse a um tribunal que ele tinha o objetivo de matar cristãos antes de seu ataque, mas mudou de ideia, segundo o jornal ‘Hurriyet’ informou na última segunda-feira (14).

Abdulgadir Masharipov inicialmente planejou atacar a área em torno da Praça Taksim, mas mudou seu foco para a casa de shows ‘Reina’, devido à segurança reforçada em torno da praça, disse o jornal Hurriyet, sem dizer como obteve o documento.

A Reuters não teve acesso ao documento confidencial.

“Eu não participei de nenhum ato [terrorista] antes do ataque à ‘Reina’. Pensei em realizar um ato contra os cristãos em suas férias, para me vingar de seus atos de matança em todo o mundo. Meu objetivo era matar cristãos”, disse o terrorista, segundo depoimento divulgado pelo ‘Huuriyet’.

“Se eu tivesse decidido fazer isso, eu teria usado uma arma e matado as pessoas lá (Taksim). Mas não havia como invadir Taksim e o local estava cheio de policiais. Eu mudei de ideia depois disso”, acrescentou.

A Turquia é uma nação majoritariamente muçulmana. Turcos, bem como visitantes de várias nações árabes, Índia e Canadá, estavam entre os mortos no ataque. As vítimas incluíram um produtor de filmes de Bollywood, um garçom turco, um treinador de fitness libanês e o proprietário de um bar jordaniano.

O Estado islâmico reivindicou a responsabilidade no dia seguinte ao ataque, dizendo que aquela era uma vingança pelo envolvimento militar turco na Síria. A Turquia faz parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico e lançou uma incursão na vizinha Síria em agosto para expulsar jihadistas e combatentes da milícia curda para longe de suas fronteiras.
Histórico
Natural do Uzbequistão, Masharipov reconheceu sua ligação ao Estado islâmico e disse que o grupo jihadista desenvolveria uma presença em países predominantemente não-muçulmanos se tivesse como fazê-lo, disse Hurriyet.

Masharipov disse que ele e sua família tinham originalmente planejado viajar do Uzbequistão para a Síria, mas permaneceram na Turquia porque eles não conseguiram completar a viagem. Ele disse que não teve contato com o grupo terrorista – por meio de reuniões ou telefonemas – enquanto estava na Turquia.

Ele foi preso em uma ação policial em Istambul, no dia 16 de janeiro e foi formalmente acusado de pertencer a um grupo terrorista armado. Várias acusações de assassinato, posse de armas pesadas e tentativa de derrubar a ordem constitucional também recaíram sobre o atirador, informou a agência estatal Anadolu .

Em seu depoimento neste fim de semana, ele disse a autoridades que preferiria a pena de morte como uma sentença e que não se arrependia de suas ações. Ele acrescentou que suas ações não tinham como alvo a Turquia (como nação), mas ainda assim eram atos de vingança.

“Seria melhor se a pena de morte fosse decretada. Eu joguei as granadas depois que minha munição terminou. Nada aconteceu comigo, eu escapei vivo, mas eu estava pronto para morrer lá”, disse ele, de acordo com Hurriyet.

A Turquia abandonou formalmente a pena de morte em 2002, como parte de suas negociações para aderir à União Européia. A restauração da lei provavelmente significaria o fim das negociações do país para se juntar ao bloco.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, reavivou a questão da reintrodução da punição na sequência de um fracasso de Julho, dizendo que aprovaria a alteração se o Parlamento aprovasse.

“Por que dizem que eu trabalho contra a Turquia ou sou contra a Turquia? Não acho que fiz nada contra a república turca, não fiz nada contra a Turquia. Eu me vinguei”, disse Masharipov. “Eu não me arrependo do que fiz. Acredito que esse foi um ato de vingança”.

 

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN POST

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