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Balaão; O judas do antigo testamento.

Ele falava todas as palavras corretas. Fazia os sacrifícios corretos. Publicamente, defendia o único e verdadeiro Deus e se recusava a insultar o povo de Deus.

E, por seu testemunho brilhante, o Senhor organizou sua morte, juntamente com a de muitos outros inimigos de Deus.
Surpreso? Você não está sozinho. A história de Balaão (Nm 22-24) há muitos séculos tem deixado perplexos os leitores da Bíblia. Por um lado ele se parece muito com um cidadão fino, destinto e honrado. Deus lhe deu palavras proféticas para dizer. O homem declarou repetidamente a qualquer um que quisesse ouvir : “Eu lhes trarei a resposta que o Senhor me der” (Nm 22:8). Por três vezes, Balaão se recusou a amaldiçoar a Israel, muito embora um rei rico e poderoso lhe prometesse uma grande recompensa se ele o fizesse. Em vez disso, ele abençoou o povo de Deus.

Assim, por que as Escrituras insistem em retratá-lo como canalha? Por que elas dizem que Deus “Não atendeu Balaão” (Dt 23:5), que Balaão “amou o salário da injustiça” (2Pe 2:15) e que ele só buscava lucro (Jd 11) Porque Deus colocou Balaão para a morte? E por que a Bíblia o usa como o principal exemplo de alguém contra quem Jesus Cristo em pessoa lutará “Com a espada de sua boca ” (Ap 2:16).

A resposta surge quando você se aprofunda na história pessoal de Balaão. Por fora, ele exibia um  bom show religioso, mas, no interior , exalava orgulho, falsidade, e ganância. Terminou vendendo o povo de Deus por pouco dinheiro. Você pode chamá-lo de Judas do antigo testamento.

Quando viu as multidões de Israel marchando na direção de seu ameaçado domínio, o rei Balaque , de Moabe, ficou temeroso. Ele sabia que jamais derrotaria um exército tão vasto numa batalha e, por essa razão, enviou um mágico de fama internacional chamado Balaão para amaldiçoar os Israelitas. Se Balaão estivesse interessado em agradar a Deus antes de qualquer coisa , ele nunca teria concordado em se encontrar com Balaque. Mas quando sentiu o cheiro do dinheiro , por três vezes tentou conceder ao rei seu desejo maligno- e por três vezes Deus “transformou a maldição em benção”(Dt 23:5).

Mas Balaão queria aquele dinheiro! Por isso, com o caminho direto fechado, prosseguiu na clandestinidade. Aconselhou em segredo as mulheres moabitas a seduzirem homens israelitas e a convidá-los para participar dos cultos pagãos de seu povo(Nm 31:16; Ap 2:14). O plano de sedução foi bem-sucedido onde o plano de maldição havia fracassado -e, como resultado, 24 mil israelitas morreram em decorrência de uma praga enviada por obra divina (Nm25:9).

Tal como judas , que vendeu seu mestre por trinta moedas de prata e o traiu com um beijo, Balaão fez planos contra Israel por dinheiro e traiu o povo de Deus apenas alguns momentos depois de abençoá-lo. Em público ele fez e disse todas as coisas certas. Em particular , porém , deixou que ganância determinasse suas ações. E, assim, lemos seu epitáfio bíblico: “Também mataram á espada Balaão, filho de Beor” (Nm 31:8).

Tudo bem , no final Balaão recebeu sua paga. Seu contracheque o levou para sete palmos abaixo da terra.
Balaão deixou que a ganância fosse sua motivação , até terminar na sepultura.

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