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Ateus exigem que escolas cancelem aulas opcionais sobre a Bíblia, nos EUA.

Jovens se dedicam à leitura da Biblia. (Foto: ParkingSpace23)
Jovens se dedicam à leitura da Biblia. (Foto: ParkingSpace23)

 

Uma organização ateísta está processando um distrito escolar do estado de Virgínia Ocidental (EUA) por causa de um curso bíblico opcional que é disponibilizado pelo no sistema escolar desde 1939.

 

A organização ‘Freedom From Religion Foundation’ (‘FFRF’), que se autoproclama como a maior organização ateísta do país, entrou com o processo no início deste mês contra as escolas do Condado de Mercer por causa de seu curso intitulado “Bíblia nas Escolas”.

A FFRF entrou com o processo no Tribunal Distrital dos EUA contra o Distrito Sul da Virginia Ocidental, em nome de uma mãe, que disse estar criando seu filho como um ateu.

“Este programa avança e endossa uma religião, engana indevidamente as escolas públicas em assuntos religiosos e viola a consciência pessoal de pais e estudantes não-religiosos e não-cristãos”, dizia o texto do processo.

“Forçar Jane Doe a escolher entre colocar seu filho em uma aula de estudo da Bíblia ou submeter seu filho ao risco de ostracismo, caso ele fique de fora do programa, é algo viola os direitos de consciência de Jane e Jamie Doe e, portanto, seus direitos assegurados pela Primeira Emenda”, acrescentou.

Um porta-voz das Escolas do Condado de Mercer disse ao ‘Christian Post’ que eles compareceram a uma audiência na manhã da última segunda-feira (23), mas se recusou a fornecer mais comentários sobre pendências na revisão do processo.

Histórico

“Bíblia nas Escolas” começou como um único curso ministrado na Escola de Ensino Médio de ‘Bluefield’ (filiada ao Distrito Sul da Virginia Ocidental), em 1939. Com o passar do tempo, o curso foi aderido por outras escolas e outros níveis de escolaridade.

Em 1986, o curso “Bíblia nas Escolas” passou a ser controlados pela Junta de Educação do Condado de Mercer, tendo sido previamente supervisionado por indivíduos não afiliados ao distrito escolar.

Em um comunicado à imprensa, a ‘FFRF’ rotulou o currículo do “Bíblia nas Escolas” como “o equivalente à instrução sectária da escola dominical”.

“A queixa legal da FFRF lista exemplos do currículo e alega proselitismo. A lição 2 promove o criacionismo, afirmando que os seres humanos e os dinossauros coexistiram”, afirmou a FFRF.

“A lição 6 exorta os alunos a seguir os Dez Mandamentos e a ‘não ter outro deus além do Senhor Deus!’ A lição 25 doutrina os jovens estudantes na narrativa central do Cristianismo, que é a crucificação e ressurreição de Jesus”, acrecentou o texto do processo.

De acordo com seu site oficial, o progeama “Bíblia nas Escolas” está atualmente disponível como curso em 19 escolas e é ministrado por seis professores, mas nenhum deles é pago pelo Conselho de Educação do Condado de Mercer.

Com relação à questão da constitucionalidade, a seção ‘FAQ’ (‘Perguntas e Respostas Frequentes’) do site do programa “Bíblia nas Escolas” citou a decisão da Suprema Corte de 1963 Abington School District v. Schempp.

Embora a decisão tenha se centrado em proibir que os distritos escolares de exigissem a recitação da “Oração do Senhor” ou leitura da Bíblia, a opinião da maioria permitiu o estudo objetivo da Bíblia nas escolas públicas continuasse.

“Certamente pode-se dizer que a Bíblia é digna de estudo por suas qualidades literárias e históricas”, disse a opinião da maioria, então registrada pelo juiz da Suprema Corte, Tom C. Clark.

“Nada do que dissemos aqui indica que tal estudo da Bíblia ou da religião, quando apresentado objetivamente como parte de um programa secular de educação, não poderia ser efetuado consistentemente, de acordo com a Primeira Emenda”, finalizou.

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